terça-feira, 9 de junho de 2009

MURO PARA FAVELADOS


Ao custo de R$ 40 milhões, o governo do Rio vai construir muros no entorno de 11 favelas. O objetivo, segundo o Estado, é conter a expansão das moradias irregulares em áreas de vegetação. Todas as áreas escolhidas, no entanto, cresceram abaixo da média em comparação às demais comunidades. O projeto, inicialmente, será implantado apenas na zona sul, área nobre da cidade.
A iniciativa do governador Sérgio Cabral (PMDB) recebeu críticas do escritor português José Saramago, que publicou em seu blog:


"Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do Carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral. A corrupção parece imbatível. Que fazer?"


Talvez este novo mal, venha desta velha e nociva mania de imitar nossos vizinhos do norte,os "Estadunidenses", já que eles tambem controem seus muros de concreto, preconceito e segregação.


Acrizio Galdez

quinta-feira, 4 de junho de 2009

NOITE DE PROTESTO E LUTA


NOITE DE PROTESTO E LUTA


Na noite de 26 de maio de 09, em uma velha praça da minha cidade velha, tive a oportunidade de participar de um ato que me emocionou como a muito não acontecia, estudantes da capital e do interior desta terra sem direitos, cruzaram toda uma noite protestando em vigília nas portas da Assembléia Legislativa do Estado do Pará. Foram acesas velas para lembrar o funesto aniversário de dois anos de esquecimento, nas comissões da assembléia, do já aprovado projeto de meia passagem intermunicipal para estudantes do estado do Pará. Musica, dança e varias falas de protesto, assim estes jovens que buscam mudar sua realidade através da educação, deram seu recado para a sociedade e principalmente para a classe política do estado, “Já não vamos esperar mais, queremos nosso direito conquistado... Agora !”.
Parabéns, aos integrantes da UPES ( União Paraense dos Estudantes ), e do MOVIMENTO PRÓ-MEIA. É assim que se faz, quando temos políticos vendidos aos interesses do capital e um governo fraco e sem compromisso real com o povo, é necessário reagir.

Acrizio Galdez

terça-feira, 2 de junho de 2009

CARA DE GUERRA




Não me pergunte quem sou
nem se já conhecem
os sonhos que tinha querido
cresceram ainda que eu não esteja,
já não vivo mais vou
no que vai sonhando
e outros que continuam lutando
farão crescer outras rosas
todos me estarão nomeando...

Não me recordem a cara
que foi minha cara de guerra
enquanto tivera em minha terra
necessidade de que odiara
no ceu que já aclara
saberão como era a minha frente
me olhou rir pouca gente,mas minha
risada ignorada... a acharão na auvorada
do dia que se apresente...

Não me pergunte a idade
tenho os anos de todos,
eu elegi entre muitos modos
ser mais velho que minha idade,e,
meus anos de verdade
são os tiros que atirei...
nasçio em cada imolado
e ainda que o meu corpo se morra
terei a idade verdadeira
do menino que libertei...

Minha tumba não andem buscando
por que não a encontrarão
minhas mãos são as que vão
em outras mãos lutando,
minha voz a que está gritando...
meu sonho o que segue inteiro,e,
saiba que só morro
se vocês vão afrouxando
por que aqule que morreu lutando
vive em cada companheiro...


* Em homenagem a todos os que cairam lutando pela liberdade !!!

Acrizio Galdez

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SOCIALISMO PARA O SÉCULO XXI




Devido ao fenômeno da globalização o mundo assistiu com perplexidade e gotas de medo o discurso do Presidente eleito na Venezuela, Hugo Chávez, em sua posse para um mandato de mais 6 anos na governança da República da Venezuela. Evidentemente, as mídias ligadas ao capitalismo e ao deus mercado iniciaram a tática da critica sem fundamentação. O medo e a insegurança do deus “mercado” foram abaladas por um evento singular, mas de profunda preocupação para todos e todas que defendem o monopólio do capital e a lógica economicista como única alternativa para o todo planeta. Vozes enfurecidas, olhares lacrimejantes de ódio, o não suportar ver o retorno da expressão socialista sair da boca de um Presidente já difamado pelos Estados Unidos da América. No Brasil, as repercussões foram imediatas. Assisti a telejornais e vi mais sintomas de fúria e de medo desse tal socialismo para o século XXI anunciado por Hugo Chávez. Talvez, uma primeira questão que devemos refletir visa entender o que vem a ser esse socialismo ou poderíamos dizer – neosocialismo – anunciado por Chávez como um novo socialismo para o século XXI.A segunda seria perguntarnos a nois mesmos, socialistas do gigante sulamericano, Brasil, estamos fazendo nossa parte ?...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

La importancia de Marx



"Para cualquier interesado en las ideas, sea un estudiante universitario o no, es patentemente claro que Marx es y permanecerá como una de las grandes mentes filosóficas y analistas económicas del siglo diecinueve y, en su máxima expresión, un maestro de una prosa apasionada. También es importante leer a Marx porque el mundo en el cual vivimos hoy, no puede entenderse sin la influencia que los escritos de este hombre tuvieron sobre el siglo XX. Y, finalmente, debería ser leído porque como él mismo escribió, el mundo no puede ser cambiado de manera efectiva a menos que sea entendido, y Marx permanece como una soberbia guía para la comprensión del mundo y los problemas a los que debemos hacer frente."

quinta-feira, 7 de maio de 2009

REVOLUÇÃO ZAPATISTA


REVOLUÇÃO ZAPATISTA

“ QUIEN MANDA ES PUEBLO ...”

As primeiras horas do ano de 1994 anunciaram uma nova era para o México. No dia primeiro de janeiro desse ano, entrou em vigor o “ Tratado de Livre Comercio da America do Norte “ (Nafta), que congregou o Canadá, Estados Unidos da America e o México em um bloco econômico. A criação da área de livre comercio, permitiu que o capital e as mercadorias pudessem trafegar livremente pelas fronteiras.

Embora a permissão de circulação irrestrita não valesse para as pessoas, acreditou-se por um instante que o pais das “Tequilas” e dos “Mariachis” entraria finalmente para o primeiro mundo, deixando para traz um passado marcado pela violência contra indígenas, atraso e subdesenvolvimento.

Apesar da importância para o mundo econômico do surgimento do Nafta, esse não foi o fato principal que entrou para à historia do México naquele dia. Ao mesmo tempo que os presidentes se cumprimentavam com apertos de mão, estabelecendo o acordo econômico , milhares de indígenas tomavam as cidades do estado de Chiapas, no sudeste do México.

Usando lenços vermelhos ( LOS PALIACATES ) e gorros negros ( LOS PASAMONTAÑAS ), eles se auto proclamavam membros do “ EXERCITO ZAPATISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL ( EZLN ), gritavam “ ...já basta”, contra a humilhação e exploração, e diziam que respondiam ao decreto de “ morte aos descendentes dos Maias”. Para os indígenas esse decreto era o Nafta. Juntos, como um só, neste dia eles empunharam bandeiras de democracia, justiça e liberdade.

Acrizio Galdez

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sobre La Crisis Mundial

Los terremotos que sacudieron las Bolsas durante el pasado "septiembre negro" han precipitado el fin de una era del capitalismo. La arquitectura financiera internacional se ha tambaleado. Y el riesgo sistémico permanece. Nada volverá a ser como antes.

Regresa el Estado.

El desplome de Wall Street es comparable, en la esfera financiera, a lo que representó, en el ámbito geopolítico, la caída del muro de Berlín. Un cambio de mundo y un giro copernicano. Lo afirma Paul Samuelson, premio Nobel de Economía: "Esta debacle es para el capitalismo lo que la caída de la URSS fue para el comunismo". Se termina el periodo abierto en 1981 con la fórmula de Ronald Reagan: "El Estado no es la solución, es el problema". Durante treinta años, los fundamentalistas del mercado repitieron que éste siempre tenía razón, que la globalización era sinónimo de felicidad, y que el capitalismo financiero edificaba el paraíso terrenal para todos. Se equivocaron.

La "edad de oro" de Wall Street se ha acabado. Y también una etapa de exuberancia y despilfarro representada por una aristocracia de banqueros de inversión, "amos del universo" denunciados por Tom Wolfe en La Hoguera de las vanidades (1987). Poseídos por una lógica de rentabilidad a corto plazo. Por la búsqueda de beneficios exorbitantes. Dispuestos a todo para sacar ganancias: ventas a corto abusivas, manipulaciones, invención de instrumentos opacos, titulización de activos, contratos de cobertura de riesgos, hedge funds... La fiebre del provecho fácil se contagió a todo el planeta. Los mercados se sobrecalentaron, alimentados por un exceso de financiación que facilitó el alza de los precios.
La globalización condujo la economía mundial a tomar la forma de una economía de papel, virtual, inmaterial. La esfera financiera llegó a representar más de 250 billones de euros, o sea seis veces el montante de la riqueza real mundial. Y de golpe, esa gigantesca "burbuja" ha reventado.